
Duas noites de plateia lotada encantaram os atores Reynaldo Gianecchini e Camila Morgado, que apresentaram no Teatro Carlos Gomes, em Blumenau, a comédia teatral “Doce Deleite” (dias 23 e 24 de abril). A programação contou com o apoio da Audi Breitkopf, que colocou um A3 e uma Q7 a disposição dos globais.
Os deslocamentos foram intensos, do hotel para o teatro, academia, restaurantes, emissoras de TV, passeios e até para as compras e as baladas. Gianecchini afirmou que já teve um Audi e se encantou com os modelos. “Eu gosto da Audi. Ela tem um estilo que sempre me surpreende”, disse.
O espetáculo “Doce Deleite” – apresentado em turnê em Santa Catarina – tem direção de Marília Pêra e é uma releitura da peça escrita na década de 80 por Alcione Araújo, que foi sucesso de público e crítica. O texto celebra o ator e tem muito bom humor, em performances de teatro absurdo, passando pela ópera e teatro de revista.
A Audi Breitkopf esteve nos bastidores do espetáculo e fez entrevistas com os globais. Confira:
ENTREVISTA
Reynaldo Gianecchini
Você gostou de Blumenau?
Gianecchini: A cidade é muito bonita e acolhedora. Parece uma cidade cenográfica. As pessoas também estão sendo muito gentis e queridas.
O que você conheceu?
Gianecchini: Estive em uma academia, em restaurantes, fomos a Pomerode e a um bar, onde eu até cantei no karaokê.
A peça “Doce Deleite” está com lotação garantida em duas noites em Blumenau, o que é raro. A que você atribui este sucesso?
Gianecchini: Em Blumenau ou em qualquer lugar, levar gente ao teatro é muita sorte. O Brasil não tem tradição de teatro, que é uma cultura cara para um País em dificuldade. Aí muita gente me pergunta ‘você não se importa de saber que as pessoas lotam o teatro para ver o galã da novela?’. E eu respondo que não, porque o que eu ofereço aqui no teatro não tem nada a ver com o galã de novela. O importante é que as pessoas estão vindo ao teatro e estão recebendo um pouco desta arte maravilhosa.
Um jornal local pediu a opinião de três pessoas que trabalham com teatro na região sobre “Doce Deleite”. Embora este segmento seja muito crítico, especialmente com espetáculos com globais, os três foram muito positivos em suas análises…
Gianecchini: Esta peça é um trabalho de exposição muito grande, em que fazemos coisas que nunca fizemos e que são um grande desafio. Nós cantamos, dançamos e trocamos de figurinos diante do público. Estamos muito expostos para as pessoas gostarem ou não. Felizmente temos recebidos boas críticas, significa que temos agradado.
ENTREVISTA
Camila Morgado
O que você achou de Blumenau?
Amei… Ainda não conheci muita coisa, mas quero ir aos lugares pra ver. O pouco que eu vi do hotel até aqui já me encantou. Eu adoro este estilo de cidade. Bom, sou nascida em Petrópolis que tem o mesmo estilo.
A que você atribui o sucesso de “Doce Deleite”?
Não sei explicar mas não acho que seja por ter um elenco global. A peça foi sucesso no Rio de Janeiro, teve a turnê prorrogada em São Paulo devido à procura. Todos saem do teatro falando bem e acho que é porque o espetáculo celebra a diversão. As pessoas riem muito e isso as satisfaz.
O que ela tem de diferente?
Esta peça mostra a carpintaria teatral, tudo acontece na frente do público. É um espetáculo que despe o teatro. Acho que o público se identifica com isso.
Como é o desafio de estar num espetáculo que já fez sucesso nos anos 80 e ainda está viva na memória das pessoas?
É um desafio mesmo, até porque a Marília Pêra, que nos dirige, atuou em “Doce Deleite” na primeira montagem. Mas ela tem conduzido as coisas de um jeito que nos sentimos a vontade. O texto foi muito alterado em relação ao original, está mais concentrado, tem quadros diferentes, as músicas foram reconstruídas. Então, na verdade, é quase um espetáculo novo. Por isso temos esta liberdade para trabalhar sem comparações.