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Cotas de consórcios estão na mira do Procon

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Adquirir consórcios com vantagens excessivas, como as que oferecem cotas contempladas, pode não ser um bom negócio. De acordo com dados da Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), no Tocantins, apenas no período de 1º de janeiro a 18 de agosto deste ano, 468 reclamações referentes às administradoras de consórcios foram registradas.

Para não ser enganado, o cliente deve tomar algumas precauções antes de assinar o contrato. Conforme a Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios (Abac), nos últimos 45 anos, mais de 10 milhões de brasileiros já adquiriram seu carro, casa própria ou outro bem por meio de consórcio. Atualmente, o sistema reúne 3,6 milhões de participantes.

Para a superintendente do Procon-TO, Luciene das Graças Dantas, antes de fechar um contrato para adquirir um bem por meio de consórcio, o consumidor deve ler atentamente todo o documento e desconfiar das vantagens que diferenciam a empresa das outras. “É importante que fique atento, especialmente aos anúncios de vendas de cotas contempladas, ou falsas promessas, para não ser enganado”, destaca a superintende.

Conscientização

Visando conscientizar o consumidor, a Abac está divulgando na imprensa anúncios contendo orientações básicas, com informações que o consumidor deve saber para não cair em uma propaganda enganosa.

A Associação pondera que o sistema de consórcios é ótimo, mas não faz milagres. “Desconfie de anúncios que oferecem vantagens demais. Exija uma declaração da administradora confirmando a informação antes de fechar negócio”, pontua a Associação.

Para entrar num consórcio com toda a segurança, a Abac sugere que o consumidor só adquira cotas de administradoras autorizadas pelo Banco Central (BC). Outra boa dica é checar junto ao Procon se a empresa tem reclamações contra ela.

Consórcio imobiliário tem alta de 3,2%

terça-feira, 23 de junho de 2009

O consórcio de imóveis bateu o recorde de clientes em março deste ano, chegando a uma carteira de contratos vigentes de 518 mil pessoas. O crescimento é de 7,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

No terceiro mês deste ano foram comercializadas 22.320 novas cotas, somando 47,4 mil no trimestre, 3,2% a mais do que no primeiro trimestre de 2008.

Com a queda dos juros do crédito habitacional anunciada recentemente pelos bancos, a vantagem do consórcio sobre o financiamento para a compra da casa própria está diminuindo. “A diferença vem caindo. Porém, em termos monetários o consórcio ainda é mais barato do que os financiamentos”, afirma Miguel de Oliveira, economista da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

O presidente regional da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), Luiz Fernando Savian, explica que as duas modalidades não são concorrentes diretas. “O consórcio é para o consumidor que se planeja, funciona como um investimento. Já o financiamento é para quem quer sair de um aluguel, por exemplo”, diz.

O consórcio ainda é mais vantajoso financeiramente. Contudo, o consumidor paga para depois receber a carta de crédito e poder fazer a compra. Ou espera ser sorteado durante o pagamento das parcelas. Há também a possibilidade de dar o lance, que varia entre 30% a 50% do valor do imóvel para poder abater no contrato e receber as chaves.

Crise e divulgação

O crescimento das vendas de cotas de consórcio em março é resultado direto de uma campanha realizada pela Abac para divulgar a modalidade. O setor também saiu ganhando com a crise econômica internacional.

“Desde setembro estamos registrando um crescimento nas vendas, pois a limitação de crédito para outras modalidades fez com que muitos consumidores nos procurassem”, conta Savian. De acordo com ele, a expectativa para este ano é de crescimento de até 8% da carteira de consorciados.

Fonte: Jornal da Tarde

Consórcio para escapar dos juros

terça-feira, 19 de maio de 2009

Quem deseja comprar um carro ou uma casa, deve pensar bem, antes de escolher entre financiamento ou consórcio. Se tiver pressa, deve escolher o financiamento e  preparar o bolso para pagar até o dobro do produto com os juros mensais. No entanto, se a compra planejada e o investimento forem mais atraentes, deve mergulhar de cabeça no consórcio.

O economista Zivanilson Teixeira e Silva defende que para aqueles que não dispõem de uma quantia robusta de dinheiro para pagar um carro ou uma casa à vista, a melhor alternativa é mesmo o consórcio. ‘‘O consórcio é uma boa saída para quem quer comprar um automóvel agora. É a melhor opção porque funciona como uma espécie de carta de crédito”, opina.

Em suma, o conselho do especialista é que neste momento de incertezas o melhor a fazer é entrar num consórcio. ‘‘Não há dúvida de que esta é a melhor opção para aquisição de um carro novo. Com a redução do IPI, que agora foi prorrogada até junho, ficou muito mais fácil e barato”, diz ainda.

Opção para compra planejada

O fato de num consórcio o cliente pagar pelo bem o preço de à vista é outro ponto positivo da modalidade. A segurança, principalmente agora com a aprovação da Lei dos Consórcios, é mais um item a favor.

O setor hoje conta com mais de 3,6 milhões de consorciados em todo o Brasil. E com a publicação da Lei dos Consórcios, o segmento ganhou novo fôlego com a formação de grupos de serviços, como médico, odontológico, educacional, entre outros.

A nova modalidade se assemelha a um consórcio de um automóvel ou uma moto. O cliente entra em um grupo e quando é contemplado recebe o montante para pagar à vista o procedimento ou serviço que desejar adquirir. As parcelas também são pagas sem juros e os planos variam, podendo chegar até 20 meses.

Fonte: Diário de Natal