
Os consórcios imobiliários estão em alta no Brasil. É o que indica estimativa da Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios (Abac), que prevê para este ano um crescimento de 8% a 10% nos consórcios de imóveis no país. Uma das vantagens para essa modalidade é a nova Lei dos Consórcios (Lei 11.795/2008), que entrou em vigor em fevereiro deste ano e regulamentou o setor, com o maior controle sobre as administradoras e trazendo maiores garantias aos grupos de investidores. Dessa forma, quem optar em comprar a casa própria através de um consórcio estará mais protegido, em especial porque essa transação passará a ser subordinada pelo Código de Defesa do Consumidor, tornando mais fáceis questões como, por exemplo, a devolução do dinheiro de parcelas já pagas caso haja a desistência do consumidor, que passa a ser sorteada em vez de ao final do grupo.
Entre as medidas de segurança previstas na lei, um item exige a separação, pela administradora, do que é recurso próprio e o capital dos consorciados, resguardando o consorciado de possíveis prejuízos em caso de falência da administradora. Outra possibilidade prevista na lei é a de quitar o financiamento bancário com a carta de crédito do consórcio.
Modalidade em pleno crescimento
Segundo a Abac, o modelo de consórcios responde atualmente por um terço dos imóveis financiados pelo Sistema Brasileiro de Habitação. A modalidade, criada no início dos anos 60, representa hoje cerca de 1% do Produto Interno Bruto do país, com 3,5 milhões de participantes ativos.
Segundo pesquisa da Abac, a maior parte dos clientes de consórcios é da classe B. Esse nicho representa 64% dos clientes de consórcios do Brasil atualmente. A classe A responde por 21% dos clientes dessa modalidade e a classe C a 10%. Os demais são das classes D e E.
Para o ano de 2009, o segmento de consórcios projeta um crescimento total de 20% na base de clientes, comparado ao ano passado, passando de 600 mil para 720 mil. Os consórcios imobiliários devem crescer 10% neste período.
Em 2008, o setor movimentou cerca de R 3,5 bilhões e a estimativa para este ano é de movimentar um crescimento de 15% em novas vendas. Nesse cenário, os consórcios imobiliários estão entre os três com maior representatividade no país, junto com o consórcio de motocicletas e o de automóveis. Os planos de imóveis chegam a 12 anos, os de caminhões a 100 meses e os de automóveis a 72 meses. Segundo levantamento do Banco Central, a inadimplência nos consórcios de imóveis é de 2,8%.
Fonte: Centro de Notícias Comunicação