Novas regras garantem maior transparência dos Sistemas de Consórcios
terça-feira, 18 de outubro de 2011
No mês de setembro, o Banco Central aprimorou as regras de transparência no relacionamento entre administradoras de consórcios e consorciados. A iniciativa tem por objetivo facilitar a comparação de custos e, assegurar ao consumidor melhores condições na hora de escolher qual consórcio aderir.
A partir de agora, as empresas têm obrigação de divulgar os custos da participação em grupos de consórcios em taxa percentual, calculada sobre o valor do crédito, que contemple, no mínimo:
a) a taxa de administração;
b) a taxa de fundo de reserva, constituído para cobrir despesas de responsabilidade do grupo de consórcio, se houver,
c) o percentual correspondente ao seguro, se houver.
Assim, as informações sobre os custos de participação em grupos de consórcio, seguirão um padrão, facilitando o entendimento dos consumidores. O Banco Central proibiu ainda cobranças pela emissão de boletos, carnês e afins para pagamento das obrigações financeiras das operações de consórcio, em razão de revogação anterior.
Atendendo a solicitação da ABAC (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), da qual o Consórcio Breitkopf faz parte, a nova medida adequou também o procedimento de substituição do bem referenciado em contrato, quando há descontinuidade de produção. A norma passa a valer para consórcios do setor de automóveis, caminhões, motocicletas e máquinas.
Para Paulo Roberto Rossi, presidente da ABAC, “as novas medidas estão em sintonia com as recomendações e ações constantes da entidade frente à transparência que deve existir no Sistema de Consórcios. Atitudes atuais somadas aos novos procedimentos contribuirão para maior aperfeiçoamento e para ampliação da credibilidade do mecanismo.”
Com registro de crescimento gradativo nos últimos meses, o Sistema de Consórcios utiliza-se do preceito de autofinanciamento, dispensando dinheiro público. Sendo assim, o segmento não gera impacto inflacionário já que, por ser mecanismo regulador de demanda, torna a venda futura planejada e segura. Ao promover o consumo responsável, estimula a poupança com objetivo definido, permite a melhoria do planejamento e, também, da educação financeira junto ao consumidor.
Fonte: Abac


