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Fuja dos juros

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Fuja dos juros

Fim de ano é tempo de realizar sonhos. E um dos que não saem da cabeça dos brasileiros é a compra da casa própria. Se você faz parte do time que tem pavor de juros e gosta de saber exatamente quanto vai pagar por um bem, o consórcio é a melhor opção. Com ele, é possível não apenas comprar, mas reformar, ampliar e construir um imóvel. Sem falar na possibilidade de adquirir um terreno para erguer um lar sob medida para sua família.

Em linhas gerais, o consórcio é um sistema de compra parcelada e programada de um bem. O valor que seria pago à vista é dividido por um prazo determinado. Como várias pessoas pagam a parcela ao mesmo tempo, o dinheiro arrecadado pelo grupo é transformado mensalmente em uma ou mais cartas de crédito, entregues aos participantes por sorteio ou lance. O pagamento das parcelas só termina quando todos os consorciados recebem o crédito para comprar seu bem.

“A principal vantagem do consórcio é a total ausência de juros sobre as parcelas e sobre o saldo devedor”, explica Luiz Fernando Savian, presidente da regional São Paulo da Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios (Abac). “O produto é ótimo principalmente para que não tem necessidade de adquirir um bem imediatamente ou não pode fazer isso à vista”. Enquadram-se nesse perfil pessoas que estão de olho em um segundo imóvel, pensam em ajudar os filhos a ter seu próprio teto, querem casar ou simplesmente gostam de investir no mercado imobiliário.

Até agosto, 529,5 mil brasileiros participam ativamente de algum consórcio imobiliário. Apesar de o produto ser acessível a todos os públicos, a maioria dos consorciados  pertencem as classes A e B. Um dado curioso: as mulheres já respondem por 40% da carteira e há um aumento expressivo do número de jovens entre 20 e 29 anos que decidem comprar a casa própria com a ajuda do produto. Segundo a Abac, o número praticamente duplicou, saltando de 8% para 15% nos últimos três anos. “É um sinal de que nossa juventude está preocupada com seu patrimônio”, analisa Savian. Hoje, o mercado de consórcios responde por cerca de 25% dos imóveis financiados no Brasil.

Fonte: Diário do Grande ABC

Beleza em suaves prestações

terça-feira, 23 de junho de 2009

Quem planeja ficar ainda mais bonito sem entrar no vermelho já pode contar com os benefícios do mercado de consórcios em serviços, que incluem cirurgia plástica e outras intervenções. O modelo não cobra juros, apenas correção anual pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) das parcelas e do montante da carta de crédito.

A nova lei do consórcio, que entrou em vigor em fevereiro, permite às administradoras comercializarem este tipo de produto. A contemplação acontece por sorteio ou lance. No consórcios de serviços, os consorciados têm direito a três tipos de contemplações mensais: por sorteio, lance livre ou lance fixo antecipando um determinado número de parcelas.

Sistema facilita cirurgia reparadora

A dermatologista Fábia Martins explica que o consórcio vai ajudar não só pessoas interessadas em fazer uma intervenção estética, mas àqueles que precisam de cirurgia reparadora. “É importante que a sociedade encare a estética como um campo da saúde médica”, ressalta.

Além da cirurgia, os consumidores também estão aproveitando a opção do consórcio com a intenção de investir em educação. “Quem tem um filho que vai ingressar na faculdade daqui a três anos consegue juntar o dinheiro e pagar as mensalidades antecipadas, com algum desconto”, afirma o presidente da Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), Luis Fernando Savian.

Além dos cursos de pós-graduação, as viagens para o exterior também estão entre as opções preferidas daqueles que contrataram esse consórcio. Uma vantagem é poder mudar de ideia sobre o serviço que será adquirido. Assim, o cliente pode entrar com a ideia de comprar uma viagem, mas acabar usando a grana para decorar a casa.

Fontes: O Dia Online/ São Paulo Agora

Consórcios: cartas são dinheiro na mão

terça-feira, 23 de junho de 2009

O crédito mais escasso, por conta da crise financeira, tem levado muitos consumidores a trocar o tradicional financiamento bancário pelo consórcio. A alternativa tem sido escolhida principalmente por quem pretende comprar um carro novo. Somente nos dois primeiros meses deste ano, as vendas de cotas para o segmento aumentaram 25%, depois de quase três anos de estabilidade.

“Sem dúvida houve uma migração do crédito direto ao consumidor para o sistema de consórcio. Como trabalhamos com prazos mais longos, de até 100 meses, sem a cobrança de taxa de juros, muita gente começou a redescobrir as vantagens desse sistema”, diz o presidente do Conselho Nacional da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), Idevaldo Rubens Mamprim.

Novas regras

Somam-se a essas vantagens a atualização da legislação aplicável ao setor de consórcios (Lei nº 11.795, de 8 de outubro de 2008), aprovadas pelo Banco Central. Com as atualizações, desde fevereiro passado, é possível usar a carta de crédito de consórcio para quitar financiamentos em aberto em qualquer instituição financeira.

Em vez de taxa de juros, o consorciado paga pelo produto taxas de administração, atualmente entre 15% e 18%, de acordo com o presidente do conselho da Abac. “Só que essas taxas são referentes a todo o prazo de vigência do contrato. Se ele for de 72 meses, por exemplo, serão 18% diluídos por todo esse tempo”, conta. São 18% de taxas em seis anos, em uma cota de automóvel, contra 1% ao mês no financiamento tradicional.

No consórcio, o interessado tem que esperar ser sorteado para ter acesso ao dinheiro ou dar lance para conseguir antecipar sua vez. Mas, até nesse ponto, a nova legislação tem se mostrado favorável às empresas que atuam no setor e aos consorciados. “Antes os consórcios trabalhavam com duas contemplações mensais: uma por meio de sorteio, outra por lance. Só que a nova legislação permitiu um aumento nesse número”, explica.

Fonte: Diário do Comércio