
A operação brasileira da Volkswagem sustenta boa parte da estrutura da multinacional alemã em todo o mundo. A participação do Brasil nas vendas mundiais passou de 14% em 2007 para 16% em 2008. É a segunda maior operação fora da Alemanha, atrás das fábricas na China.
No último trimestre, o Brasil ajudou até na composição dos lucros da companhia. O lucro operacional da Volks recuou 76%, para 312 milhões de euros. Mas o resultado poderia ter sido mais prejudicado não fosse o ganho de 600 milhões de euros gerado pela venda da operação brasileira de caminhões e ônibus para a também fabricante de caminhões alemã MAN.
A montadora informou que o faturamento mundial caiu 11,2% nos três primeiros meses do ano na comparação com o mesmo período de 2008, atingindo 24 bilhões de euros. No período, as vendas mostraram recuo de 10,7%, para 1,4 milhões de unidades.
Já no Brasil, também no primeiro trimestre, as vendas da Volks registraram um aumento de 8,5%. O resultado superou o do próprio mercado, que cresceu 4%. Em março, a empresa começou a convocar os trabalhadores da sua maior fábrica, em São Bernardo do Campo (SP), para fazer hora extra aos sábados.
O destaque do Brasil no cenário dessa multinacional se dá antes mesmo da crise mundial. O grupo Volkswagen fechou 2008 com um crescimento de vendas de 0,6% em todo o mundo e de 6% no Brasil.
Na Alemanha, a companhia anunciou que o declínio na demanda deve continuar a prejudicar seus próximos balanços. Mesmo assim conseguiu ampliar a participação no mercado mundial de automóveis no primeiro trimestre deste ano, para 11%, ante os 9,7% que tinha no ano passado.
Segundo o relatório divulgado pela Volks aos investidores na Europa, os mercados que têm mais colaborado para as vendas da companhia são os da China, Alemanha e Brasil, que representaram 44% das vendas totais no último ano.
Fonte: Jornal Valor