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Como dirigir em caso de alagamento

sexta-feira, outubro 23rd, 2009

As chuvas e, consequentemente, as enxurradas ou até enchentes são frequentes nessa época do ano. E são nessas horas que o carro é mais exigido. Para não ficar no meio do caminho, certos cuidados com o veículo e algumas normas de conduta no trânsito podem evitar que os planos de quem enfrenta ruas alagadas ‘‘entrem pelo cano”.

Uma das principais recomendações de mecânicos especialistas é de que, ao perceber que a rua está alagada, o motorista encoste o veículo em lugar mais alto ou espere a chuva diminuir. No entanto, como isso nem sempre é possível, outra opção é traçar uma rota alternativa nos dias chuvosos, evitando regiões que costumam ficar alagadas. Mas, se o condutor tiver de passar de qualquer jeito pela região alagada, o ideal, segundo especialistas, é manter a aceleração constante e trafegar devagar, em segunda marcha, no máximo.
Trabalhando há mais de 45 anos no setor de reparo automotivo, Élvio Roberto Latorre, alerta que, se o nível da água estiver na metade da roda do veículo, é melhor não se arriscar. De acordo com ele, a avaria mecânica mais comum nos dias de enchente é conhecida como calço hidráulico, que consiste na entrada de água no motor. Com o sistema encharcado, o pistão empena a biela e, consequentemente, trava o motor. “Isso acontece porque quando o carro morre o motorista, quase que instintivamente, dá novamente na partida. Pronto, o motor puxará a água que estiver em contato com o sistema e é formado o calço”, explica o mecânico.

Latorre conta que o nível de segurança é baseado de acordo com as tomadas de ar e filtros do veículo. Como isso é diferente em cada modelo, o recomendável é ultrapassar os níveis de água inferiores a 30 centímetros. “A água pode entrar tanto pelos filtros como pelo escapamento. Na dúvida, não arrisque”, diz. Ele explica que algumas panes mecânicas não aparecem de imediato. “Às vezes, o motor vai apresentar algum problema relacionado à enchente semanas depois”.
Luiz Fernando Napolitano, diretor de uma empresa de recuperação de motores automotivos e serviços, lembra que um dos erros mais comuns nos dias de chuva é seguir filas nas ruas alagadas. “Se o carro da frente parar no meio do alagamento, o que vem atrás parará também. O ideal é deixar uma distância segura para o outro veículo, de modo que seja possível desviar”.

Napolitano frisa que, após enfrentar alagamentos, é importante que o carro fique funcionando por um certo tempo, para a retirada da umidade do sistema. “O recomendável é revisar o veículo depois da enchente, limpar o sistema e substituir os fluídos. Itens como faróis, borrachas de vedação, pneus e desembaçador também devem ser checados”.
Entretanto, se o automóvel ficar “ilhado”, ambos os especialistas afirmam que o valor do conserto ficará bem mais pesado. “As seguradoras dão perda total em 90% dos carros que ficaram boiando nas enchentes. Agora, se o carro não é segurado e ficou alagado, não tem jeito: tem que desmontar o automóvel praticamente inteiro. E mesmo assim, o odor pode ficar impregnado no veículo”.

Fonte: Bolsacar