O que muda com a chegada da MAN

  O anúncio da compra da Volkswagen Caminhões e Ônibus pela MAN foi feito meio às pressas, em dezembro passado. As negociações, segundo Häkan Samuelson, presidente da MAN, tinham começado apenas alguns meses antes e foi efetivada a partir de 1º. de janeiro. Pagamento à vista de 1.175 bi de euros. Bom negócio para a Volkswagen AG.

  Para a MAN também, um excelente negócio. Claro que o valor seria bem menor se a compra tivesse sido feita depois da chegada da crise. Mas não importa. A tradicional e poderosa empresa alemã comprou, nada mais nada menos, do que a líder do mercado nacional, somando vendas de produtos com PBT acima de cinco toneladas. Escancarou as portas do mercado sul-americano, dispondo de uma entusiasmada e organizada rede de concessionários e de diversos importadores em países vizinhos.   

   Agora, o que interessa é saber o que representa essa aquisição para nós brasileiros. A princípio, mais concorrência. Excelente!

   Para a Volkswagen Caminhões e Ônibus, uma abertura de portas para o que existe de melhor em tecnologia do transporte, carga e passageiros, o que não acontecia quando era apenas uma unidade de negócios subordinada à Volkswagen Nutzfahrzeuge, isto é, uma unidade de veículos comerciais leves, sem o menor conhecimento do ramo de transporte com veículos médios para cima. A única transferência de tecnologia que pôde fazer, até hoje, foi ajudar no desenvolvimento da cabina Constellation, boa, imponente, mas nada muito encantadora. Veja os detalhes das cabinas da MAN, que finura, que requinte. E ai, o que acontecerá daqui para frente? 

   Nem os próprios executivos da empresa sabem dizer, mas podemos conjeturar, afinal, estamos aqui para isso. Também faz parte de nossas atividades. Utilizar os excelentes motores da MAN? Sim, é possível e, segundo consta, a empresa já tem um certo acordo com a International nos Estados Unidos. Meio caminho andado. Mas, a que custos? Será preciso avaliar bem porque os atuais motores da MWM-International e da Cummins são bem conhecidos, aclimatados, devidamente testados e aprovados pelos usuários. O tempo dirá. Poderá ter espaço para todos. Cabinas: claro que sim. A MAN tem as suas atraentes, de última geração e poderá chegar, primeiro para os modelos menores da família Worker. Sem esquecer que a primeira cabina utilizada pela Volkswagen no Brasil era da MAN. E o nome?

   O nome Volkswagen é muito forte, mas e daí? Nada impede que, com a introdução de cabinas e de outros componentes próprios, a sigla MAN passe a ser utilizado na grade. Não há razão maior para manter o nome Volkswagen nos caminhões por muito tempo. Uma transição bem feita, com tempo certo, não causaria nenhum dano, pelo contrário, poderia até ser utilizada como mais uma ferramenta mercadológica, mais um elemento de motivação. 

   A rede de concessionários da marca já se declarou exultante com essa transação. É boa, tem excelente conceito entre os usuários, bem implantada, bem estruturada e estrategicamente espalhada pelo território nacional.Mais concorrência, é o que todos queremos e precisamos. É estimulante.

 

Fonte: Jornauto News – Gilberto Gardesani

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2 comentários para “O que muda com a chegada da MAN”

  1. marcio machado disse:

    não vejo a ora dever esses v8 andando no brasil .tenho um v8 scania mais sou apaixonado por esse caminhão man v8 .tenho certeza que esse caminhão vai deixar os brasileiros louco para ter um.

  2. Breitkopf Caminhões disse:

    Assim como você Marcio, também não vemos a hora de recebermos esses grandes caminhões V8. Com certeza a MAN vem com tudo para o Brasil!

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