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O que muda com a chegada da MAN

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

  O anúncio da compra da Volkswagen Caminhões e Ônibus pela MAN foi feito meio às pressas, em dezembro passado. As negociações, segundo Häkan Samuelson, presidente da MAN, tinham começado apenas alguns meses antes e foi efetivada a partir de 1º. de janeiro. Pagamento à vista de 1.175 bi de euros. Bom negócio para a Volkswagen AG.

  Para a MAN também, um excelente negócio. Claro que o valor seria bem menor se a compra tivesse sido feita depois da chegada da crise. Mas não importa. A tradicional e poderosa empresa alemã comprou, nada mais nada menos, do que a líder do mercado nacional, somando vendas de produtos com PBT acima de cinco toneladas. Escancarou as portas do mercado sul-americano, dispondo de uma entusiasmada e organizada rede de concessionários e de diversos importadores em países vizinhos.   

   Agora, o que interessa é saber o que representa essa aquisição para nós brasileiros. A princípio, mais concorrência. Excelente!

   Para a Volkswagen Caminhões e Ônibus, uma abertura de portas para o que existe de melhor em tecnologia do transporte, carga e passageiros, o que não acontecia quando era apenas uma unidade de negócios subordinada à Volkswagen Nutzfahrzeuge, isto é, uma unidade de veículos comerciais leves, sem o menor conhecimento do ramo de transporte com veículos médios para cima. A única transferência de tecnologia que pôde fazer, até hoje, foi ajudar no desenvolvimento da cabina Constellation, boa, imponente, mas nada muito encantadora. Veja os detalhes das cabinas da MAN, que finura, que requinte. E ai, o que acontecerá daqui para frente? 

   Nem os próprios executivos da empresa sabem dizer, mas podemos conjeturar, afinal, estamos aqui para isso. Também faz parte de nossas atividades. Utilizar os excelentes motores da MAN? Sim, é possível e, segundo consta, a empresa já tem um certo acordo com a International nos Estados Unidos. Meio caminho andado. Mas, a que custos? Será preciso avaliar bem porque os atuais motores da MWM-International e da Cummins são bem conhecidos, aclimatados, devidamente testados e aprovados pelos usuários. O tempo dirá. Poderá ter espaço para todos. Cabinas: claro que sim. A MAN tem as suas atraentes, de última geração e poderá chegar, primeiro para os modelos menores da família Worker. Sem esquecer que a primeira cabina utilizada pela Volkswagen no Brasil era da MAN. E o nome?

   O nome Volkswagen é muito forte, mas e daí? Nada impede que, com a introdução de cabinas e de outros componentes próprios, a sigla MAN passe a ser utilizado na grade. Não há razão maior para manter o nome Volkswagen nos caminhões por muito tempo. Uma transição bem feita, com tempo certo, não causaria nenhum dano, pelo contrário, poderia até ser utilizada como mais uma ferramenta mercadológica, mais um elemento de motivação. 

   A rede de concessionários da marca já se declarou exultante com essa transação. É boa, tem excelente conceito entre os usuários, bem implantada, bem estruturada e estrategicamente espalhada pelo território nacional.Mais concorrência, é o que todos queremos e precisamos. É estimulante.

 

Fonte: Jornauto News – Gilberto Gardesani

Volkswagen Caminhões e Ônibus é incorporada ao grupo MAN AG

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Sucesso da empresa, maior fabricante nacional do segmento, atrai atenção do grupo alemão

A Volkswagen Caminhões e Ônibus, marca com 28 anos de existência e 142 concessionários distribuídos pelo Brasil, começa o ano de 2009 com mais uma grande conquista. A partir de 1º de janeiro torna-se mais uma empresa do grupo alemão MAN AG.
A Volkswagen AG concentrará seus negócios na área de automóveis e comerciais leves, mas se beneficiará indiretamente da nova parceria, mantendo sua participação na MAN AG.

Antônio Roberto Cortes, presidente da Volkswagen Caminhões e Ônibus permanece no comando ao lado de Hákan Samuelsson, presidente da MAN AG. Membros da diretoria brasileira e demais executivos também continuam em seus cargos.

Cortes explica que a linha de produtos dos caminhões Constellation, Worker e Delivery, bem como os ônibus Volksbus, continuam a ser vendidos com a marca Volkswagen. “Seguindo o conceito de oferecer produtos sob medida para atender as reais necessidades dos clientes, a tecnologia e os componentes MAN fortalecerão a atual linha de produtos, valorizando ainda mais as frotas Volkswagen que circulam pelo país”, acrescenta.

A matriz e o centro de decisões da Volkswagen Caminhões e Ônibus continua no Brasil, seguindo as diretrizes e orientações da MAN AG.

Grupo MAN AG

Comemorando 250 anos de existência em 2008, o grupo MAN AG é um dos líderes europeus na fabricação de veículos comerciais, motores e equipamentos de engenharia mecânica, com vendas anuais de aproximadamente 100 mil unidades e faturamento de € 14 bilhões, com mais de 50 mil empregados em todo o mundo. Há mais de um século a empresa produz caminhões e ônibus, motores a diesel, compressores e turbinas, com posições de liderança em todas as suas áreas de negócio. A MAN AG também está entre as 30 maiores empresas listadas na bolsa de valores alemã (DAX).

Para o presidente da Volkswagen Caminhões e Ônibus, a parceria com grupo MAN AG marca uma nova fase da empresa, contribuindo para o sucesso que tem alcançado no mercado. “Chegamos ao final de 2008 garantindo, pelo sexto ano consecutivo, a liderança brasileira em vendas de caminhões, mantendo o posto de maior fabricante nacional do segmento e maiores exportadores automotivos do Estado do Rio de Janeiro”, destaca Cortes.

MAN em números

• Vendas de 100 mil veículos/ano
• Receita anual de 15 bilhões de euros
• 55 mil empregos diretos