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“2010 será o ano da retomada no segmento de extra-pesados”

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

“2010 será o ano da retomada no segmento de extra-pesados”

Balanço de 2009: “Na nossa região houve uma retração acentuada no segmento de venda de caminhões, até mesmo em relação ao mercado nacional. Isso é fruto da queda das exportações e os problemas estruturais dos portos, o que reduziu o volume de cargas de longa distância. Com isso, houve uma estagnação nos investimentos por parte dos empresários do setor. Porém, um dos fatores que compensou essa retração foi o aquecimento do setor de materiais de construção em Santa Catarina, devido aos estragos com as catástrofes climáticas do final de 2008. Com as vendas em alta, estas empresas precisaram investir em caminhões para curtas distâncias, aquecendo este segmento”.

Linha do tempo: “Na linha do tempo, 2009 foi o segundo melhor ano para a indústria de caminhões, perdendo apenas para 2008, que foi o melhor da década neste segmento no Brasil. É que 2008 foi um ano muito bom, então, em 2009, mesmo com todas as dificuldades da economia e as nossas características regionais, também dá para se comemorar os resultados”.

Fatores que contribuíram: “Assim como nas demais empresas do Grupo Breitkopf, na Breitkopf Caminhões também investimos em marketing de relacionamento, atendimento ao cliente nas vendas e pós-vendas, participamos de eventos, patrocinamos eventos, sem se descuidar do treinamento das nossas equipes”.

Perspectivas para 2010: “A expectativa é, no mínimo, repetir o desempenho de 2008. No Brasil, fala-se em crescimento do PIB da ordem de 5% em 2010. Se realmente alcançarmos este patamar, muito provavelmente as vendas de caminhões irão crescer entre 10% e 15%. Considerando que 92% do PIB brasileiro é transportado por caminhões e, com este otimismo da economia, é possível prever um ano excelente”.

Volkswagen nesse cenário: “O ano será marcado pela retomada forte do setor de extra-pesados, de caminhões para longa distância. Então, também atuamos com expectativa de repetir em 2010 o bom desempenho de 2008. Até porque, agora, com a compra da Volkswagen Caminhões pela MAN, ganharemos mais opções de produtos para oferecer ao mercado, nessa linha de caminhões com alta potência, sofisticação e tecnologia.

MAN e VW: “Muitos clientes perguntam o que vai mudar com esta incorporação. Na verdade, a Volkswagen vai manter sua marca, que já é tradicional e referência entre os clientes há mais de 30 anos. O que vai acontecer é uma sinergia e a troca de tecnologia entre as duas marcas, respeitando-se os mercados, preservando as identidades de cada uma e ampliando as opções aos clientes”.

Novidades para os clientes: “Podemos anunciar investimentos na ampliação e modernização de nossas revendas em Itajaí e Joinville. Com estes projetos e mais os investimentos na nova concessionária Audi, chegaremos a R$ 8 milhões aplicados em nossas unidades, nos próximos dois anos”.

O que muda com a chegada da MAN

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

  O anúncio da compra da Volkswagen Caminhões e Ônibus pela MAN foi feito meio às pressas, em dezembro passado. As negociações, segundo Häkan Samuelson, presidente da MAN, tinham começado apenas alguns meses antes e foi efetivada a partir de 1º. de janeiro. Pagamento à vista de 1.175 bi de euros. Bom negócio para a Volkswagen AG.

  Para a MAN também, um excelente negócio. Claro que o valor seria bem menor se a compra tivesse sido feita depois da chegada da crise. Mas não importa. A tradicional e poderosa empresa alemã comprou, nada mais nada menos, do que a líder do mercado nacional, somando vendas de produtos com PBT acima de cinco toneladas. Escancarou as portas do mercado sul-americano, dispondo de uma entusiasmada e organizada rede de concessionários e de diversos importadores em países vizinhos.   

   Agora, o que interessa é saber o que representa essa aquisição para nós brasileiros. A princípio, mais concorrência. Excelente!

   Para a Volkswagen Caminhões e Ônibus, uma abertura de portas para o que existe de melhor em tecnologia do transporte, carga e passageiros, o que não acontecia quando era apenas uma unidade de negócios subordinada à Volkswagen Nutzfahrzeuge, isto é, uma unidade de veículos comerciais leves, sem o menor conhecimento do ramo de transporte com veículos médios para cima. A única transferência de tecnologia que pôde fazer, até hoje, foi ajudar no desenvolvimento da cabina Constellation, boa, imponente, mas nada muito encantadora. Veja os detalhes das cabinas da MAN, que finura, que requinte. E ai, o que acontecerá daqui para frente? 

   Nem os próprios executivos da empresa sabem dizer, mas podemos conjeturar, afinal, estamos aqui para isso. Também faz parte de nossas atividades. Utilizar os excelentes motores da MAN? Sim, é possível e, segundo consta, a empresa já tem um certo acordo com a International nos Estados Unidos. Meio caminho andado. Mas, a que custos? Será preciso avaliar bem porque os atuais motores da MWM-International e da Cummins são bem conhecidos, aclimatados, devidamente testados e aprovados pelos usuários. O tempo dirá. Poderá ter espaço para todos. Cabinas: claro que sim. A MAN tem as suas atraentes, de última geração e poderá chegar, primeiro para os modelos menores da família Worker. Sem esquecer que a primeira cabina utilizada pela Volkswagen no Brasil era da MAN. E o nome?

   O nome Volkswagen é muito forte, mas e daí? Nada impede que, com a introdução de cabinas e de outros componentes próprios, a sigla MAN passe a ser utilizado na grade. Não há razão maior para manter o nome Volkswagen nos caminhões por muito tempo. Uma transição bem feita, com tempo certo, não causaria nenhum dano, pelo contrário, poderia até ser utilizada como mais uma ferramenta mercadológica, mais um elemento de motivação. 

   A rede de concessionários da marca já se declarou exultante com essa transação. É boa, tem excelente conceito entre os usuários, bem implantada, bem estruturada e estrategicamente espalhada pelo território nacional.Mais concorrência, é o que todos queremos e precisamos. É estimulante.

 

Fonte: Jornauto News – Gilberto Gardesani