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É possível vender, comprar ou transferir cotas contempladas com segurança?

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

 

 

Consórcios registram avanço de quase 15% nas vendas de novas cotas e mais de 26% nos contratos comercializados

Consórcios registram avanço de quase 15% nas vendas de novas cotas e mais de 26% nos contratos comercializados

 

O planejamento a médio e longo prazos, feito conscientemente pelo consorciado de acordo com a essência da educação financeira, inclui desde a certeza do adimplemento dos compromissos mensais ajustados ao orçamento pessoal, familiar ou empresarial até a transformação dessa aplicação em patrimônio. De janeiro a julho deste ano, o sistema de consórcios registrou avanço de quase 15% nas vendas de novas cotas e mais de 26% nos contratos comercializados provocando ampliação do total de participantes ativos, ratificando a informação de que é possível vender, comprar ou transferir cotas contempladas com segurança por meio da modalidade.

“Contudo, por se tratar de um direito e de um patrimônio conquistado, o participante de um grupo, cuja cota tenha sido contemplada por sorteio ou lance em assembleia geral ordinária, pode transferir o seu contrato, a qualquer momento, para outro consumidor interessado na compra, desde que autorizado pela administradora. O importante é seguir as recomendações para concretização de um negócio seguro”, explica Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios).

Inicialmente, é necessário verificar se o contrato que está sendo transferido é administrado por uma empresa de consórcio devidamente autorizada a operar pelo Banco Central do Brasil, consultando o site daquele órgão: www.bcb.gov.br.

Na sequência, o interessado deverá examinar documentos que comprovem a contemplação da cota como a ata da assembleia geral ordinária que registra sua regularidade. Também é importante averiguar os pagamentos de prestações anteriores, antes e depois da contemplação por meio do extrato da cota, inclusive a cópia do contrato assinado à época da adesão pelo consorciado vendedor, junto com eventuais alterações ocorridas no período fornecidas pela administradora, a fim de ratificar as condições vigentes. Por fim, estando tudo em ordem, resta confirmar o valor do crédito na data da assembleia, bem como dos rendimentos financeiros obtidos até a data do negócio.

A transferência de uma cota, esteja ela contemplada ou não, só acontece após a autorização da administradora e assinatura do termo de cessão do contrato, já que a empresa de consórcio, como gestora dos interesses do grupo, deverá verificar a capacidade financeira do futuro consorciado. “Portanto”, completa Rossi, “comprar, vender ou transferir uma cota contemplada é seguro quando observados os princípios corretos de negociação, a exemplo de quaisquer patrimônios, sem se deixar levar por promessas verbais não constantes do contrato, sempre com aprovação da administradora”.

Fonte: abac.org.br